segunda-feira, 7 de abril de 2008

Curso de Espeleo... Nível I 05-04-08 (1º Dia)

Fórnea

Este fenómeno geológico dá a ilusão de ser um anfiteatro natural. Assemelha-se a um grande abatimento da crosta terrestre com inicio em Chão das Pias e desce até Alcaria. As erosões provocadas pelas chuvas e pelas águas nascentes criaram um cenário natural impressionante, a esta erosão pode ser chamada de "erosão regressiva". No interior da Fórnea encontra-se a Cova da Velha, uma cavidade com uma nascente que alimenta o Ribeiro da Fórnea.















..."estavamos a ver se apanhavamos um pouco de carraças"...












..é sempre a subir...vamos lá...


Gruta da Mouração

















A cumprir a ética da espeleologia.








" OLHA...isto parece ser tremoços marinhos...não é..."
"ó Fabiana...achas...não existe tremoços no fundo do mar...
"então se os tremoços são salgados é porque vem do mar...não é?

"Depois de um breve explicação"

...xxxiiiiiiiiiiiiiiiiii...já troquei os pés pelas mãos....








Ó Eduardo, nós vamos a mais grutas não vamos?
























Visita a Gruta Cova da Velha








































A FLORA
Agradeço a Noémia Rodrigues o envio da informação sobre a flora local





cistus crispus - roselha; Nome Vulgar Sargaço







Rosa-albardeira (Paeonia broteroi)

Nos recantos mais escondidos, atrás de alguns tufos de arbustos, ocorre uma das espécies mais raras, a bonita rosa-albardeira, localmente conhecida como cuco, por a sua floração coincidir com a chegada dos primeiros cucos-canoros (Cuculus canorus). Trata-se de uma planta relativamente robusta, podendo atingir 70 cm de altura, com flores hermafroditas, solitárias, de cor vermelho-rosa, muito grandes ( 8 a 15 cm de diâmetro) e vistosas. A rosa-albardeira está identificada como um endemismo ibérico e, actualmente, encontra-se ameaçada devido à destruição do seu habitat natural e por ser apanhada para ornamentação. "

Nome cientifico : Paeonia broteroi Boiss. & Reuter

Nome comum : Rosa albardeira

Nome regional : Rosa albardeira

Familia : PAEONIACEA

A ROSA DA PENÍNSULA Rosa-albardeira, rosa-de-lobo, erva-casta, erva-de-santa-Rosa, são alguns dos nomes por que é conhecida. O nome albardeira chega-nos do árabe al ward - à letra, “a rosa” - e é essa a sensação que temos quando a vemos pela primeira vez: esta é “A” rosa por excelência, a rosa original em todo o seu esplendor selvagem. Tem dois ou três palmos de altura, as pétalas são redondas e regulares, passando os botões, com o tempo e a exposição ao sol, de um rosa avermelhado ao rosa claro. O perfume é doce e subtil. Trata-se de uma peónia selvagem, mas, ao contrário das outras quatro espécies, não aparece em toda a Europa.

Rosa-albardeira

Começou por se chamar Paeonia lusitanica (Miller), mas foi rebaptizada Paeonia broteroi (Boissier & Reuter) por se tratar de uma espécie endémica da Península Ibérica, onde aparece, com parcimónia, a Oeste e a Sul. Prefere lugares de estrato arbóreo esparso, menos expostos ao sol e perto de cursos água. Floresce, brevemente, entre Março e Junho. A família das peónias figurou em antigas farmacopeias como indicada no tratamento de epilepsia, convulsões e dores de cabeça, o que não é de todo impossível, já que foi identificada a presença de um alcalóide capaz de contrair os vasos sanguíneos. Para outros, também teria o poder de afugentar as tempestades e os espíritos malignos - para nós, a Paeonia broteroi é mais um exemplo da beleza e diversidade botânica que é possível encontrar" na Serra de Aires e Candeeiros.




Lotus corniculatus.

Nome vulgar; Cornichão.

Euphorbia characias;

Nome Vulgar, Trovisco macho.

Curso de Espeleo... Nível I 06-04-08 (2º Dia)

MANHÃ DO 2º DIA NA GRUTA DO PENA Gruta Algar do Pena, neste centro de interpretação subterrâneo poderá observar a maior galeria natural de Portugal.
Esta cavidade tem mais de 100.000m3 de volume.
Poderá observar esta "sala natural" desde a sua plataforma, a mais de 35m de altura.
A galeria tem mais de 45m de altura e tem uma profundidade máxima de uns impressionantes 90m de profundidade.

























































TARDE DO 2º DIA NO ALVIELA
Percurso pedestre do Alviela, permite-nos visitar a Exsurgência, o Canhão Cársico, o poço escuro zona de estravasamento do Rio Alviela, a Janela Cársica e a zona da Perda da Ribeira dos Amiais.




















































Geodromo
Uma viagem através da era dos dinossauros até aos dias de hoje...
Neste simulador virtual podemos viajar através das origens da nascente do Alviela, formação da rocha calcária desde à 175 milhões de anos, acompanhar manadas de dinossauros que passaram sobre as margens da Serra de Aire e conduz-nos até as profundezas da terra através de grutas ou cursos de água.
Podemos acompanhar fenómenos geológicos, como a deriva dos continentes, o impacto do meteorito que abriu a cratera de “THOR” ao largo da Nazaré e também a elevação do Maciço das Serras de Aire e Candeeiros.







Climatógrafo
O ciclo da água em 3D
Através de imagens tridimensionais o visitante pode ver os 180Km2 de território que integra a bacia de alimentação do Alviela, podendo ver também as estações do ano e observar caudais anuais na ordem dos 120 Milhões de m3 de água, com isto ficará a saber porque é que hoje se sabe que ali se encontra uma das maiores reservas de água subterrânea de Portugal.






Quiroptário
Vida de Morcego...
Neste espaço pode transformar as suas mãos em asas, ver com os ouvidos, aumentar as orelhas para ouvir melhor, repousar pendurado pelos pés e comer durante a noite metade do seu peso em comida.















Companheiro do Laúremio


Neste metro quadrado cabem mais de 2000 Morcegos Peluche









Daniela e Noémia a tentar "ver" com o sonar, identico ao que os morcegos fazem para se orientarem em voo.





Rafaela e Laúremio a tentar "comer" mais de metade do seu peso em comida numa só noite de "caça". É isto que os morcegos fazem todas as noites quando saem das grutas para caçar insectos.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Código de Ética Espeleológica

CÓDIGO DE ÉTICA ESPELEOLÓGICA

Aprovado pela Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Espeleologia em 13 de Fevereiro de 2005


Preâmbulo
A ética é a pedra de toque da prática da espeleologia. A ética espeleológica pode condensar-se em duas ideias muito simples: o respeito pela equipa e o respeito pelo Ambiente. Sem isso, tudo o resto – o gosto pela exploração, a vocação científica, a proficiência técnica ou desportiva, os interesses económicos ou outros – nada vale. Quem não for capaz de respeitar a ética espeleológica, não é um espeleólogo.

1. Os espeleólogos devem promover a protecção das grutas e do Ambiente. Os grupos de espeleologia devem assumir-se também como organizações de defesa do ambiente, protegendo e valorizando o meio cavernícola e as regiões envolventes, por todos os meios ao seu alcance.

2. Os espeleólogos devem valorizar a segurança, a confiança e o respeito mútuo. Os espeleólogos devem cumprir rigorosamente as regras de segurança e assumir permanentemente uma postura de cooperação e entreajuda. A segurança de um implica a segurança de todos, bem como de terceiros que possam ser chamados a intervir em caso de acidente.

3. Os espeleólogos devem reconhecer reciprocamente o trabalho uns dos outros. O intercâmbio é essencial, seja através de publicações ou de contactos inter-grupos. Um grupo de espeleologia nunca pode considerar como “sua” uma qualquer gruta, pois o meio cavernícola é domínio público e património comum de todos nós, espeleólogos e não só.

4. O acesso às grutas deve em regra ser aberto e natural. O acesso ao meio cavernícola apenas deve ser condicionado por exigências de segurança e protecção ambiental. Os espeleólogos devem abster-se de facilitar ou dificultar artificialmente o acesso às grutas. Devem defender o uso sustentável do meio cavernícola; entre outros aspectos, só devem prestar colaboração à actividade turística em grutas se for assegurada a devida protecção da cavidade e do ambiente envolvente.

5. A progressão nas grutas deve ser feita com o mínimo de intrusão. A equipagem de pontos de fixação deve limitar ao mínimo a artificialização da cavidade. Deve usar-se por sistema apenas o percurso de menor impacto e maior segurança. Deve haver cuidado para não danificar o meio, designadamente formações geológicas, água represada ou corrente, seres vivos, guano, vestígios paleontológicos ou arqueológicos e outros aspectos notáveis.

6. Os habitantes das grutas não devem ser molestados. Apenas para fins de análise científica poderão ser realizadas colheitas, de forma a não afectar o habitat e a comunidade biótica. Devem tomar-se sempre as devidas precauções para minimizar o impacto da visita. Em particular, no caso de cavidades com colónias de morcegos, devem ser evitadas as visitas em períodos críticos (hibernação, criação e período diurno).

7. Não se devem danificar concreções e outras formações. A destruição de formações só é admissível se não houver outra alternativa para atingir uma passagem, ou se for imperativo para evacuar de emergência um acidentado. As desobstruções devem ser sempre efectuadas com bom senso, minimizando o impacto no património.

8. Deve minimizar-se a alteração do clima e da ecologia das grutas. Visitas a zonas remotas ou pouco ventiladas devem ser breves, tanto por motivos de segurança como ambientais. Deve procurar usar-se iluminação de impacto mínimo. Nunca deve ser deixada iluminação permanente durante períodos longos, mesmo para a realização de trabalhos científicos. Os utilizadores do meio cavernícola devem abster-se de fumar no interior das grutas, tanto por respeito para com os outros, como por motivos ecológicos.

9. Os resíduos produzidos nas grutas devem ser removidos. Embalagens, restos de comida, pilhas e óxido de cálcio dos gasómetros devem ser transportados para o exterior e depositados de forma adequada, deixando as cavidades e o terreno limpos. Deve ser evitada a produção de excrementos e, sempre que possível, deve ser prevista a sua evacuação. Lixo encontrado nas cavidades deve ser evacuado sempre que possível.

10. A criação de inscrições ou objectos nas grutas deve ser evitada. Vestígios como graffiti a gasómetro ou esculturas de argila poderão conservar-se durante séculos: pensemos no que queremos legar às próximas gerações de espeleólogos.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Mergulho Subterrâneo -Topografia da Nascente "Poço Suão Velho"



Topo: Mario Lança e John Pereira - Porto
Como prometido, aqui fica a divulgação da topografia realizada na nascente “Poço Suão Velho” desobstruída em 2005 e mergulhada pelos Espeleo-mergulhadores, Mário Lança e John Pereira em 2007, realizando também a sua topografia.

Esta publicação serve não só para promover os trabalhos de espeleologia efectuados pelo NEALC, mas também para divulgar à comunidade espeleológica de todos os fenómenos cársicos existentes no nosso Pais e em exclusivo no concelho de Alcobaça, para que não haja dúvidas e interrogações sobre aquilo que “está feito”, ou se “já foi feito".

Agradecimentos especiais ao Mário Lança e John Pereira






sexta-feira, 21 de março de 2008

Morcegos em Portugal - Lapa da Canada - Alviela

A Vida dos Morcegos: O projecto da Lapa da Canada Em geral têm má imagem junto do público, mas os morcegos são muito importantes para o homem, nomeadamente no controlo de pragas e de doenças transmitidas por insectos.

o resto da notícia e respectivo vídeo em http://sic.sapo.pt/online/blogs/terraalerta/

domingo, 2 de março de 2008

Jornadas Científicas de Espeleologia - Leiria

A Federação Portuguesa de Espeleologia, tem o prazer de o convidar, a participar nas "Jornadas Científicas de Espeleologia - Maciço Calcário Estremenho 2008", a realizar na cidade de Leiria, de 1 a 4 de Maio.
Um evento da Comissão Científica da FPE, com a co-organização do Núcleo de Espelologia de Leiria e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria.
Durante 4 dias, o participante terá a oportunidade de assistir, experimentar e aprender sobre as mais variadas Ciências das Grutas.

Inscrições:
Sócios de associadas da FPE: GRÁTIS
Estudantes: 15 €
Outros: 20 €
Inscrições e dúvidas: ciencia@fpe-espeleo.org Web: http://www.fpe-espeleo.org/