domingo, 29 de junho de 2008

Arqueologia








Manuel Vieira de Natividade (1860-1918)




Manuel Vieira de Natividade (Casal do Rei, Alcobaça, 20 de Abril de 1860 - Alcobaça, 20 de Fevereiro de 1918) foi um arqueólogo português. Formou-se na Universidade de Coimbra. Efectuou diversas explorações arqueológicas nas grutas da zona jurássica de Alcobaça. De grande interesse foi o estudo relativo à iconografia dos túmulos de D. D.Pedro I e de D. Inês de Castro. Fez estudos relativos ao Mosteiro de Alcobaça e à etnografia local. Promoveu o reatamento da tradição cisterciense quanto ao esmerado cultivo de flores e frutos da região de Alcobaça.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Vieira_de_Natividade


Arqueólogo e cientista, etnógrafo, investigador e escritor fértil Como engenheiro agrónomo e ailvicultor, distinguiu-se como investigador do sobreiro, tendo publicado mais de 300 trabalhos.
Obras principais
Roteiro Arqueológico de Alcobaça e Coutos (1891)
Grutas de Alcobaça (1901)
Inês de Castro e Pedro-o-Cru perante a Iconografia dos seus Túmulos (1910)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Descida ao Interior da Terra

Serra dos Candeeiros
Algar do Zé Bravo
Sergio Alves a preparar-se para mais uma descida ao intertior do maciço estremenho

Orlando António a equipar este poço ligeiramente apertado por entre um caos de blocos e terra








Sergio Alves na passagem estreita que cai directamente para o interior de uma pequena galeria com uma altura de 4m.













Zona terminal da gruta com uma passagem muito estreita, zona de calcários margosos de cor preta, como se pode ver nas fotos



sábado, 21 de junho de 2008

Biodiversidade nas Grutas

Biodiversidade nas Grutas
Num parque natural de aspecto tão agreste, seco e inóspito como é as Serras de Aire e Candeeiros, seria de prever que algumas espécies animais, nomeadamente anfíbias, não abundassem (nomeadamente no Verão). Porém, devido à existência de uma grande variedade de habitats nesta Área Protegida, as Grutas escondem alguma da sua diversidade faunística, sobretudo vertebrados terrestres. A presença de alguns anfíbios nas grutas é um facto e um fenómeno surpreendente, uma vez que se trata de uma área com bastante humidade, levando assim, estes a procurarem a água que escasseia a superfície.

Os anfíbios que frequentemente encontramos nas Grutas do nosso País:
•o tritão-marmorado;
•a salamandra-de-pintas-amarelas;
•sapo-comum;





Tritão Marmorado







Salamandra de Pintas amarelas



Sapo comum



Distribuição Geografica

Estes anfíbios pode ser encontrado no sudoeste de França e no norte de Espanha e Portugal. Embora sejam bastante comuns nestas áreas, não são facilmente encontrados pois normalmente permanecem em locais escondidos, como debaixo de troncos caídos, rochas, ou outros locais húmidos, podem ser encontrados em charcos, valas, tanques, poços e outros locais com água estagnada.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

I Jornadas Cientificas de Espeleologia - Leiria

A SIC fez um slide-show com as melhores fotos envolvidas e premiadas no Concurso de Fotografia das Jornadas
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/vida/slideshows/20080504+Jornadas+de+Espeleologia.htm


Notícia do Jornal da Tarde de 05.05.2008
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/vida/20080504+Tesouros+bem+escondidos.htm


Tesouros bem escondidos

Leiria recebeu as primeiras Jornadas Científicas de Espeleologia

Em Portugal há cada vez mais interessados em grutas e cavernas. A espeleologia - a ciência que estuda o passado geológico, histórico e cultural das grutas e cavernas - foi mote para um encontro que reuniu em Leiria 220 estudiosos.
Bruno Fraga Braz - Jornalista

O fascínio do Homem sobre o que escondem as cavidades naturais vem de longe. Talvez por isso, haja cada vez mais pessoas a querem entrar em grutas. São os curiosos que querem aventura. Algo bem diferente da espeleologia.

A espeleologia é uma actividade risco acrescido: o meio é inóspito, a humidade é elevada, o terreno acidentado. Respirar não é um privilégio adquirido; é antes uma tarefa que deve ser executada com inteligência.

A década de 1980 ficou no entanto marcada por acidentes em grutas. "São jovens que se aventuram para dentro das grutas na descoberta do desconhecido, mas que não têm o equipamento, as técnicas e o enquadramento necessário. Nessas circunstâncias, o risco é grande", avisa Gabriel Mendes.

No entanto, além da integridade física, é necessário salvaguardar outros interesses, sobretudo "o património único que está depositado em cada caverna". Nestas cavidades estuda-se o passado geológico, mas também biológico e cultural. Afinal, as grutas foram o primeiro abrigo do homem.

Porque a gruta não é habitat do Homem, mas é ainda assim património da Humanidade.

As jornadas científicas que Leiria acolheu de 1 a 4 de Maio reuniram 220 pessoas de várias nacionalidades. O objectivo foi "direccionar a actividade espeleológica exploratória como suporte à ciência", conclui Gabriel Mendes.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

1º Curso de Espeleologia - Nivel I - 2008 Fim-de-semana 05 e 06 de Abril




O NEALC organizou um curso de espeleologia de Nível I no fim-de-semana 05/06-04-08, com o objectivo de proporcionar aos formandos um entendimento e conhecimento genérico sobre a espeleologia e grande parte dos fenómenos a volta da mesma.
Uma vez que um curso deste género centra-se mais na ética espeleológica, o NEALC focou grande parte da sua intervenção nos fenómenos cársicos com o intuito de identificar e melhorar a forma de proteger e preservar o meio espeleologico e meios envolvente, recorrendo obviamente, ao glossário dos termos cársicos.
O curso de espeleologia de Nível I consiste na sensibilização e informação sobre a prática e ética da espeleologia, orientadas para o conhecimento do meio Cavernícola numa perspectiva educativa, incluindo visita a cavidades sem dificuldade técnica.

Curso de Espeleo... Nível I 05-04-08 (1º Dia)

Fórnea

Este fenómeno geológico dá a ilusão de ser um anfiteatro natural. Assemelha-se a um grande abatimento da crosta terrestre com inicio em Chão das Pias e desce até Alcaria. As erosões provocadas pelas chuvas e pelas águas nascentes criaram um cenário natural impressionante, a esta erosão pode ser chamada de "erosão regressiva". No interior da Fórnea encontra-se a Cova da Velha, uma cavidade com uma nascente que alimenta o Ribeiro da Fórnea.















..."estavamos a ver se apanhavamos um pouco de carraças"...












..é sempre a subir...vamos lá...


Gruta da Mouração

















A cumprir a ética da espeleologia.








" OLHA...isto parece ser tremoços marinhos...não é..."
"ó Fabiana...achas...não existe tremoços no fundo do mar...
"então se os tremoços são salgados é porque vem do mar...não é?

"Depois de um breve explicação"

...xxxiiiiiiiiiiiiiiiiii...já troquei os pés pelas mãos....








Ó Eduardo, nós vamos a mais grutas não vamos?
























Visita a Gruta Cova da Velha








































A FLORA
Agradeço a Noémia Rodrigues o envio da informação sobre a flora local





cistus crispus - roselha; Nome Vulgar Sargaço







Rosa-albardeira (Paeonia broteroi)

Nos recantos mais escondidos, atrás de alguns tufos de arbustos, ocorre uma das espécies mais raras, a bonita rosa-albardeira, localmente conhecida como cuco, por a sua floração coincidir com a chegada dos primeiros cucos-canoros (Cuculus canorus). Trata-se de uma planta relativamente robusta, podendo atingir 70 cm de altura, com flores hermafroditas, solitárias, de cor vermelho-rosa, muito grandes ( 8 a 15 cm de diâmetro) e vistosas. A rosa-albardeira está identificada como um endemismo ibérico e, actualmente, encontra-se ameaçada devido à destruição do seu habitat natural e por ser apanhada para ornamentação. "

Nome cientifico : Paeonia broteroi Boiss. & Reuter

Nome comum : Rosa albardeira

Nome regional : Rosa albardeira

Familia : PAEONIACEA

A ROSA DA PENÍNSULA Rosa-albardeira, rosa-de-lobo, erva-casta, erva-de-santa-Rosa, são alguns dos nomes por que é conhecida. O nome albardeira chega-nos do árabe al ward - à letra, “a rosa” - e é essa a sensação que temos quando a vemos pela primeira vez: esta é “A” rosa por excelência, a rosa original em todo o seu esplendor selvagem. Tem dois ou três palmos de altura, as pétalas são redondas e regulares, passando os botões, com o tempo e a exposição ao sol, de um rosa avermelhado ao rosa claro. O perfume é doce e subtil. Trata-se de uma peónia selvagem, mas, ao contrário das outras quatro espécies, não aparece em toda a Europa.

Rosa-albardeira

Começou por se chamar Paeonia lusitanica (Miller), mas foi rebaptizada Paeonia broteroi (Boissier & Reuter) por se tratar de uma espécie endémica da Península Ibérica, onde aparece, com parcimónia, a Oeste e a Sul. Prefere lugares de estrato arbóreo esparso, menos expostos ao sol e perto de cursos água. Floresce, brevemente, entre Março e Junho. A família das peónias figurou em antigas farmacopeias como indicada no tratamento de epilepsia, convulsões e dores de cabeça, o que não é de todo impossível, já que foi identificada a presença de um alcalóide capaz de contrair os vasos sanguíneos. Para outros, também teria o poder de afugentar as tempestades e os espíritos malignos - para nós, a Paeonia broteroi é mais um exemplo da beleza e diversidade botânica que é possível encontrar" na Serra de Aires e Candeeiros.




Lotus corniculatus.

Nome vulgar; Cornichão.

Euphorbia characias;

Nome Vulgar, Trovisco macho.