ESPELEOLOGIA...
" A exploração do mundo subterrâneo e o seu conhecimento constituem uma aventura sem fim... Citado por (Michel Bouillon).
NOTA IMPORTANTE:
A exploração subterrânea é uma actividade perigosa, que pode causar danos sérios, invalidez permanente e até morte a todos os que se aventurem no meio cavernícola sem o minimo de formação especifica - "espeleo_pt"...
O NEALC vai organizar o 2º Curso de Espeleologia de Nível 2, pela FPE (Federação Portuguesa de Espeleologia).
O curso consiste na aprendizagem dos aspectos teóricos e práticos das técnicas de exploração e regras de segurança, complementada pela abordagem dos diferentes aspectos científicos da actividade Espeleológica. Inclui o treino de técnicas usuais em cavidade de diferentes tipos morfológicos e dificuldades variadas, habilitando o praticante a efectuar progressão autónoma em cavidade e a participar em trabalhos espeleológicos.
Datas: Fins-de-semana;
1/2 de Maio; 8/9 de Maio; 22/23 Maio; 5/6 de Junho.
Mais uma saída do GESB aos Alecrineiros a 13 de Março de 2010
Desta vez duas tentativas, uma de possível continuidade aos -170m, num caos de blocos, uma vez que o Orlando Elias do NEALC descobriu através de uma desobstrução, conseguida antes desta incursão, mais um pequeno poço. O Paulo Rodrigues, o Álvaro Jalles e o Carlos Lemos foram até aos -170 fazer esta última tentativa para não se abandonar sem realmente esgotar todas as possibilidades de continuação para zonas mais profundas. O Orlando António e o Orlando Elias ficaram aos 60m a -12 metros dentro do poço dos 23m, uma vez que o Orlando Elias reparou numa pequena abertura na lateral do poço referido, fez uma pequena prospecção e lá vai pedra por ai abaixo, um novo poço por descobrir. Sendo assim nesta incursão a dupla de “Orlandos” foram abrir “fogo” ao achado. Conseguimos abrir o “buraco” o suficiente para colocar o tronco lá para dentro e concluir que é bastante profundo e que em princípio não comunica com os poços já existentes.
Como a bateria da máquina é limitada teremos de lá voltar para acabar apenas por dois rebentamentos, para passar melhor, pois não a qualquer apoio do outro lado, e do lado de cá estávamos alongados ao fraccionamento que colocamos independente da via já colocada para descer o P23, doze metros logo abaixo da cabeçeira deste.
Por isso novos poços serão acrescentados a topografia dos colegas franceses, e quem sabe se não é um novo caminho!! A ver vamos!
Orlando António
Algumas fotos dessa incursão
Pequena abertura encontrada pelo Orlando Elias no P23
A abrir caminho Tentativa de passar, era apenas mais 2 tiros e já dava. Do lado de lá não há qualquer apoio, o poço é liso, e cabamos por escoregar e entalar o tronco e ficamos imoveis. Fica para a próxima.
Paulo Rodrigues em passagem pelo P23 a caminho dos -170m.
Pois é, nem sempre a espeleologia é a actividade que caracteriza esta associação.
No passado Sábado, dia 13 de Fevereiro, o NEALC efectuou um salvamento de uma gata que tinha subido a um pinheiro de grande porte, com perto de 20m de altura, quando fugia a um seu inimigo nº1, o cão.
Esta gata como sempre foi criada dentro de casa, como todos os gatos que são cridos dentro de casa, não tem a astúcia de um gato mais “selvagem”, sobem para se defender do seu opositor. Quando chega a hora de descer, não o fazem, pois não estão habituados a descer e a subir árvores como os seus “irmãos selvagens”, e apenas sobem até não poder mais…
Esta gata já estava à cinco dias retida no cimo da árvore, com noites de chuva e muito frio ou gelo, como da última noite antes do seu salvamento, em que caiu muito gelo.
Os seus donos foram para Espanha, e a gata com muitas saudades deles, concretizou uma fuga de casa com saudades daqueles que a trataram sempre muito bem. Fugiu para uma quinta ali perto, onde se cultiva agricultura Biológica, como o seu vizinho Humano, preocupado com a Gatinha de estimação dos seus vizinhos pelos dias de Inverno que se adivinhavam muito gelados e chuvosos, tentou a sua maneira resolver a situação mas sem sucesso. Ainda chamou os Bombeiros locais, mas estes como não estão dotados de meios matérias, como uma auto-escada, abriram a agulheta e lá vai disto, assustaram mais o “bicho” e correu até ao último galho do pinheiro. Como não solucionaram o problema deixaram o animal.
Contudo o seu “vizinho” determinado em tirar o pobre do animal, procurou ajuda a outros seus amigos que por sua vez lhes falaram de que talvez uns indivíduos, um pouco estranhos, que andam debaixo de terra com umas luzes meio esquisitas e que utilizam umas “guitas” para descer, talvez pudessem subir ao pinheiro e tirar o mansinho animal que estava lá a já cinco dias.
Recebemos o contacto do senhor, e lá fomos nós com o nosso material tirar a pobre gata regelada de tanta noite passada ao relento.
Nessa manhã de Sábado os seus donos já haveriam regressado de Espanha, e já nos esperavam ansiosos para poder assistir ao seu salvamento, pois o seu vizinho já os teria posto ao corrente da situação.
Colocamos o nosso material recorrendo as técnicas do Arborismo, e lá fomos resgatar o animal, que quando viu alguém ao seu nível, levantou a cabeça, como que a dizer: “finalmente alguém para me tirar daqui”. Estava agachado com frio e talvez algum medo devido a altura, pois não se mexeu muito apesar de dar a “mão”, não fugiu mais para a ponta da tranca da árvore, pois ela queria era sair dali.
O seu dono disse que era mansinha, mas como estava com medo e assustada pensei que fugisse mais para a ponta dessa tranca, de modo a que nós não conseguíssemos alcançar. Se assim, fosse teríamos de cortar a tranca e teria de cair cá em baixo.
Esta actividade foi mais um convívio entre espeleólogos do NEALC, mas é claro que a família de espeleólogos estende-se, e como tal convidamos todas as associadas a comparecer se assim o entendessem. O objectivo era demonstrar e praticar formas de progressão e equipagens que não se faz com regularidade, e como é possível praticar sem ser em ambiente de cavidade, organizamos desta forma uma actividade que desse para realizar de forma mais visível e porque não também mais segura.
Posso dizer que foi um excelente fim-de-semana, passado na companhia de gente que gosta de andar pendurado e além disso, pessoas com carácter e espírito de aventura. Podemos fazer muita coisa para a evolução da espeleologia, explorar, topografar, registar etc... mas também podemos promover, desta forma estamos a criar visibilidade para quem de espeleologia muitas vezes só ouviu falar e pouco, vamos abrir uma porta para quem quer pertencer a família de espeleólogos mas que muitas vezes não sabe como aparecer nem onde procurar. Assim poderemos estar a “criar discípulos”, que serão os espeleólogos do amanhã. É necessário deixar o nosso legado entregue a verdadeiros espeleólogos.
Orlando Elias no comando da destruição
João Moutinho e Joaquim Silva a rebentar com tudo
Mario Matos em "Esforço"
Uma tecnica ligeira
Tarde de Sabado
E não podia deixar de ser, o café por conta da "casa", tem de haver sempre, e o dia tambem exigia algo quente...
Os Presentes:
Alto relevo:José Silva, Beatriz Silva, Sandra Sousa, João Moutinho, Tiago Macedo, Pedro Aguiar, Joaquim Silva, Ricardo Tavares, Gonçalo Azevedo e Jorge Rego.
AES: Alvaro Jalles e Margarida Jalles.
NALGA: Paulo Rodruiges.
NEALC: Orlando Elias, Orlando António, Sergio Alves, Mario Matos e André Gaspar. (Vitor Figueiredo não encontrou o caminho, e o Carlos Lemos teve uma impossibilidade de última hora...tás perdoado...)
Programa
Dia 21 Sábado(manhã): Técnicas de desobstrução; Sistemas de Comunicação; Sistemas de desmultiplicação 1:3 e 1:4.
Dia 21 Sábado(tarde): Técnicas de equipagem avançadas; Técnicas de Escalada em Grutas; Técnicas de Progressão avançadas; Passagens áereas -Progressão em tectos; Rappel Guiado; PassaBlocos.
Dia 22 Domingo :Saídas as majestosas cavidades do Maciço.
O NALGA e a AES organizaram uma nova expedição do GESB no dia 18 de Novembro de 2008. Devido a não ter as fotos atempadamente, não publiquei as fotos dos trabalhos realizados pelo grupo do GESB, nomeadamente dos trabalhos efectuados pelos espeleologos do NEALC. Mas como para a espeleologia as pubicações dos nossos trabalhos nunca é tarde, nomeadamente quando se trata de trabalhos que fazem evoluir de forma consistente a espeleologia nacional.
"Estiveram presentes 6 associações: Associação dos Espeleólogos de Sintra-AES, Alto Relevo Clube de Montanhismo,Grupo Proteção Sicó-GPS, Núcleo de espeleologia de Alcobaça- NEALC, Núcleo de Espeleologia da Universidade de Aveiro-NEUA e Associação Cutural e Recreativa-Pedras Soltas-ACRPS. Num total de 23 participantes entre espeleólogos e amantes de grutas.Foram alvo de trabalho espeleológico 5 cavidades da Serra de S.Bento e houve bons frutos: Alecrineiros (Bocas largas2) – Acedeu-se finalmente a um novo poço já anteriormente prospectado com cerca de 12m, que aumentou a profundidade máxima da cavidade, neste mesmo poço poderá haver boas possibilidades de continuação apesar de muito trabalhosa, resta confirmar o valor estimado por topografia.Noutra zona foi iniciada um outro alargamento. Este local havia sido prospectado anteriormente pelo amigo Capoa noutra anterior visita, vai dar acesso a outro poço, resta ver se continua? Mais uma sessão de trabalho de alargamento e estamos lá". Texto: Pedro Robalo
Sendo assim publica-se as fotos do Algar que os espeleologos do NEALC tiraram quando efectuavam a desobstrução do Bocas Largas 2.
Foto: Pedro Robalo
Fotos Nealc: Orlando Elias, João Louro e André Gaspar.
O NEALC anuncia que os trabalhos referentes a Expedição correram dentro das nossas expectativas e que os resultados finais serão posteriormente apresentados. Esta cavidade já tem uma profundidade considerável, segundo os nossos cálculos rondará os 160/170m, mas só a topografia o dirá com certeza.
Quando foi anunciado a Expedição referenciamos por lapso de memória que a desobstrução teria lugar aos 140m, mas na verdade é aos 120m, contudo atingimos a profundidade desejada. Esta cavidade é extremamente dura do ponto de vista da progressão vertical, não nos dá muitas tréguas no seu percurso, roçamos o peito e as costas durante quase toda a descida e subida.
Esta Expedição foi uma experiencia para nós todos nomeadamente na preparação de toda a logística e consequente implementação. Sabemos por certo que este tipo de campanha não é muito vista pelo nosso maciço, e também calculo, que não seremos o vento de qualquer mudança, mas uma coisa é certa, este tipo de intervenção é o mais rentável em termos de exploração, pois não temos de voltar ao mesmo local 2 e 3 vezes, se o tivermos de fazer que seja para ir mais ao fundo, para a próxima desobstrução. Esta passagem levou-nos 22h de trabalho árduo, se assim não fosse, teríamos de lá voltar vezes sem conta. Para a maior parte dos espeleólogos foi uma longa jornada debaixo de terra com sucessivas trocas entre o local de alargamento e a zona de acampamento subterrâneo para o merecido descanso. A alimentação lá ia chegando a zona de descanso, pois não há espaço para montar “cozinha”, o espaço que há é reservado para as camas onde temos de passar por baixo para ir para o local da desobstrução 20m abaixo. Como era impossível ter cozinha lá em baixo havia uns “Sherpas” que confeccionavam a comida a superfície e a transportavam para o acampamento subterrâneo.
Para que funciona-se, o espeleofone deu larga vantagem, pois sem meios de comunicação lá para baixo era impossível saber quando e a que horas teriam fim as provisões dos espeleólogos. Durante esta Expedição fomos visitados por enumeras pessoas ligados a espeleologia ou não, família, amigos e um sem número de curiosos. Dos visitantes amigos e espeleólogos tivemos o privilégio de ter a ilustre visita dos exploradores das profundezas, o Pedro Robalo, Paulo Rodrigues do NALGA, Rui Andrade do NEAU, José Silva e Beatriz Silva da Alto Relevo, e do Rui Meira, que peço desculpa pela minha ignorância, mas não sei a associada.
Membros do NEALC presentes: André Gaspar; Diana Sousa; Eurico Justo; Orlando Elias; Orlando António; Victor Figueiredo; Mário Matos; Ana Calambra; João Louro; Paulo Louro; Gabriel Vaz e Sérgio Alves.
Outras Associadas: Cajó - NEL
Sendo assim, resta-me apenas agradecer em nome de todos os participantes o apoio de todos os patrocinadores em especial a FABRICADALEGRIA por ter fabricado na totalidade as camas de campanha por nós idealizada, para que pudéssemos ficar no interior da cavidade. Neste sentido o NEALC agradece o empenho e a dedicação de todos, e claro, sem a especial paixão que nos domina a alma em relação a espeleologia, sem isto é impossível fazer progressos.
Banquete final com direito a Champanhe
FOTOS:
Ultimas preparações antes de entrar
Ajustes Finais
Orlando Elias e André Gaspar no poço de entrada
Zona do acampamento e poço de acesso a desobstrução Alguem tinha de controlar a malta, não fossem eles encontrar uma passagem para a China
Passagem a ser alargada
Orlando Elias na passagem já alargada, e trouxe do fundo boas noticias
Tou farto disto e já batia uma soneca (parece que alguem não sabe acertar a data e hora da máquina fotográfica)
Vitor Figueiredo sempre antento as movimentações do pessoal (sem largar a sandes...)
Cajó em mais uma viajem lá abaixo
Diana Sousa e Ana Calambra, as mulheres que salvaram este acampamento de morrer a fome
As belas das "sandochas"
Paulo Rodrigues um dos nosso ilustres visitantesHá sempre alguns que só aparecem no final
Somos um grupo de espeleólogos que em Outubro de 2006 fundou em Alcobaça uma associação de espeleologia. Pretendemos fazer um levantamento de todas as cavidades do concelho de Alcobaça. A vertente oeste da Serra dos Candeeiros e todo o sopé da serra que se estende até Alcobaça é bastante interessante do ponto de vista espeleologico. E de facto já constatamos imensas estruturas.